FACULDADE DE TEOLOGIA COM ÊNFASE EM RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS (FTU)

 

   A FTU foi fundada e dirigida pelo sacerdote F. Rivas Neto com o propósito de aproximar os saberes acadêmico e religioso e instituindo metodologia própria e inovadora da Teologia Afro-Brasileira.

   Fundada em 2003 e tendo como mantenedora a OICD, trata-se até hoje da única instituição de ensino superior no âmbito da teologia das religiões afro-brasileiras autorizada, credenciada e reconhecida pelo MEC. 

   Suas atividades mantiveram-se até dezembro de 2016 e, durante seus 13 anos de funcionamento, formou teólogas e teólogos graduados em Teologia Afro-Brasileira, bem como promoveu cursos de Pós-Graduação e de Extensão, a fim de difundir o conhecimento sobre cultura e religião afro-brasileira de modo científico.

   Entre outras realizações, promoveu congressos nacionais e internacionais, até mesmo fora da cidade de São Paulo, como em Itanhaém, na Câmara Municipal.

 

   

   É assim que a FTU sagrou-se como um patrimônio ao "povo de santo" e à sociedade em geral, uma vez que formou pesquisadores atuantes e militantes, cujas atuações disseminam conhecimentos e combatem preconceitos e intolerâncias, propiciando isonomia das RABs em relação a todas as outras confessionalidades, em convivência pacífica e de respeito incondicional, mote de seu fundador.

  Acompanhe nossa página, pois periodicamente publicaremos imagens, vídeos e textos sobre a FTU.

   A seguir um texto escrito por F. Rivas Neto, Pai Rivas, em seu blog Espiritualidade e sociedade na visão das religiões afro-brasileiras, postagem 126, de 7 de março de 2011:

 

 

FTU – PRIMEIRA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR EM TEOLOGIA AFRO-BRASILEIRA

 

   Há alguns anos os cursos de Teologia Livre que se enquadravam nos padrões do Ministério da Educação (MEC) foram autorizados e credenciados, portanto legalizados e legitimados a promoverem o ensino superior da Teologia. É importante que se saliente que antes de credenciamento e autorização pelo MEC todas as Teologias eram livres.

   Na atualidade há mais de uma centena de Faculdades de Teologia, com status de curso superior, portanto, com ensino de qualidade e conteúdos universitários. Não se pode ensinar Teologia só pelo que se sabe da Religião, que embora tenha nobilitante atividade, se dirige à crença, à fé e não ao estudo do fenômeno, seja ele sócio-cultural, antropológico ou de outras áreas do saber acadêmico, ou seja, do senso crítico. Senso crítico na religião é Teologia; por sua vez as crenças religiosas confessionais e às vezes passionais (não isentas) são relativas à religião, que respeitamos e achamos indispensáveis na vida do cidadão planetário interessado na manutenção homeostática do planeta e de sua sociedade.

   Pelos simples motivos de nossa alusão e não precisa mais do que isso, pois o conceito é muito simples, chegamos à conclusão que Teologia não é religião, nem ciência, mas sim a própria interface entre ambas. Sim, a Teologia em suas duas vertentes permite aproximá-las, e mais, o diálogo prolífico entre elas. Após esta ligeira explicação pode-se questionar como se dá o fenômeno.

   Diremos que o processo é muito simples, principalmente na FTU-Faculdade de Teologia Umbandista – Teologia com ênfase em Religiões afro-brasileiras, a primeira instituição de ensino superior autorizada e credenciada pelo MEC. O processo deve-se ao fato de a Teologia ter uma vertente na academia, no denominado saber religioso; a outra vertente na religião, nas crenças religiosas.

   Com posição privilegiada, pois se encontra na ciência e na religião, a Teologia promove, e isto é deveras importante, a decodificação e a tradução da ciência para a religião e vice-versa. Com isso torna-se o instrumento, o processo e ferramenta que promove a interface entre ambas, ou seja, o diálogo, a reconciliação entre elas.

   Defendemos, segundo nossos pressupostos, que a Teologia é a própria interface, a ponte construída, permitindo o trânsito bidirecional. Esta é a intenção da FTU, de sua Teologia, promover o diálogo que dirima definitivamente o conflito entre ambas, na certeza dessa conciliação histórica e redentora, resultando em ganhos inestimáveis para a sociedade planetária nos níveis sociais, culturais, políticos, econômicos e, principalmente, espirituais, que mudarão os paradigmas que atravancam o surgimento de novos padrões civilizatórios, reunindo o homem e proporcionando a paz individual que se concretizará na tão almejada Paz Mundial.

   Nas linhas anteriores apontamos que credenciadas pelo MEC temos mais de uma centena de Faculdades de Teologia, sendo a FTU a única com ênfase em religiões afro-brasileiras, que representa um avanço inquestionável para a consolidação da democracia e pelos aspectos isonômicos. Credenciar e reconhecer a FTU é uma sinalização efetiva na erradicação de preconceitos de séculos, como também permite a inclusão total, paradigma das Tradições afro-brasileiras. Alvissareiros são os tempos presentes que descortinam auspicioso destino a todos os brasileiros, a todos cidadãos planetários.

   Bem, após nossas considerações sobre a FTU e sua Teologia da Convergência (Religião e Ciência), não podemos olvidar as Teologias múltiplas, mas não há de se negar as Teologias: Sistemática, da Libertação, da Prosperidade e da Convergência, esta última preconizada pela FTU.

Sabendo-se dos reais motivos da Teologia propugnada pela FTU, precisamos demonstrar alguns temas nevrálgicos, de muito conflito entre ciência e religião que é a criação do universo e do homem, visto que a ciência tem uma visão diversa da grande maioria das crenças religiosas.

Afinal, quem está com a razão, a ciência ou a religião? As duas, segundo seus pressupostos estão cobertas de razão e certezas.

Poderíamos questionar que muitas religiões são criacionistas, fixistas, misóginas, homofóbicas, portanto em total desalinho com os tempos pós-modernos. Achamos justo que cada religião defenda seus conceitos, que por nós são respeitadíssimos. Por nossa vez, iremos demonstrar, na medida do possível, que não há conflito entre as crenças das religiões afro-brasileiras e as ciências várias, mas para isto ser plausível é necessário decodificarmos e traduzirmos nossa linguagem (semiótica), epistemologia (conhecimento) e aspectos inerentes ao Ser (ontologia) para a linguagem das ciências. Felizmente temos como decodificar e traduzir sem danos ou embargos para ambas.