TOMO I de 2019

 

Mucuiú, motumbá, kolofé, saravá, axé.

 

No ano de 2019 farei alguns tomos para reflexão iniciando hoje em primeiro lugar com a pergunta:

Somos realmente capazes de agradecer por tudo que temos e somos ao Poder Divino e sermos confiantes Nele?

Propomos aprofundar nossa devoção e reintegração do que há de Divino em nós por meio de nossos pensamentos, sentimentos e ações. Um poder Divino que ama a todos sem seletividade, mas que também nos cobra a inteireza espiritual.

Está inteireza é cobrada por meio da homeostasia do axé individual e coletivo.

Assim, a responsabilidade da manutenção do axé está inteiramente conectada ao Divino e nossa capacidade de sermos Ele ou ao menos coerentes com Ele.

Faço aqui parênteses para esclarecer que uma casa de santo com sua respectiva mãe ou pai de santo tem UNICA E EXCLUSIVAMENTE a responsabilidade de esclarecer, direcionar, alertar é apontar o caminho da reintegração com o Poder Divino, mas JAMAIS PERCORRER O CAMINHO por seus filhos e filhas de santo.

O caminho é o destino pessoal a ser talhado segundo suas próprias condutas. Está diretamente conectado ao Ori/ essência espiritual, que é pessoal e intransferível, assim pertence única e exclusivamente a cada pessoa.

Os pés, por sua vez, marcam nossa capacidade de andar, de caminhar, de movimentar e, portanto, ligados a Exu.

O Poder Divino é mediado por seu Ori e Exu, desta forma a quebra de axé individual e coletiva está atrelada ao desligamento de sua ligação ao Poder Divino por meio de seu Ori, que se realizará com seu caminhar em consonância ou não com Ele.

Não há milagres na iniciação, não há atalhos, não há transferências, não há privilégios e muito menos crescimento sem esforço.

Aos nos distanciarmos do Poder Divino, a retomada do caminho requer redirecionamento de rotas, logo de focar a mente, sentimento e ação para aquilo que realmente é central em nossas vidas.

Encerro com frase do Exu Desata Nó:

- O que você fez de significativo por você e pelo mundo?

 

Awre ô

 

Mãe Maria Elise Rivas

Íyá Bê Ty Ogodô

Mestra Yamaracyê